O Mundo de Sofia

Oie!

Fazia muito tempo que eu queria ler “O Mundo de Sofia”, livro escrito por Jostein Gaarder que conta a história da Filosofia. Sempre gostei de Filosofia, desde quando resolveram que essa matéria seria obrigatória no colégio. Acho que estava no nono ano. Eu estudava de manhã e as aulas eram à tarde, o que significava “hora extra sem remuneração”. Isso tinha tudo pra arruinar a minha relação com os velhinhos barbudos de não sei quantos anos a.C., mas não foi o que aconteceu. Como vocês já sabem, eu tenho mania de ficar pensando nas coisas. Aí vocês imaginem quanto assunto as milhares de teorias que existem não me deram pra discutir comigo mesma…

Fato é que: eu posso até curtir Filosofia, mas, infelizmente, não nasci com o dom de gostar de estudar. Por mais que uma matéria me agrade, sempre vou preferir dormir, comer, ver um filme, olhar pela janela ou contar os azulejos do banheiro que seja. Porque já basta o tempo que eu passo na faculdade, né? Fora dela, eu quero lazer. Invejinha daquele pessoal que chega em casa e pensa “puxa, vou me aprofundar naquele assunto que o professor citou”. Eles serão os meus chefes no futuro e eu tenho consciência disso (xatiadíssima). Mas, calma, calma, não criemos pânico! Pra tudo na vida há uma solução.

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É claro que eu tô falando dessa belezinha de livro, que veio do céu pra fazer pessoas como eu se sentirem um pouco menos inúteis no mundo intelectual. O cara que escreveu não podia ter sido mais genial. Ele pegou um conteúdo que tinha tudo pra ser meramente didático e encaixou em um enredo super intrigante, que te prende até o final da história. Se todos os livros de escola fossem assim, aposto que ia ter muito mais gente estudiosa por aí. Enquanto eu lia, por mais que em algumas horas pensasse “e daí que o cara nasceu em 1834 e deu aula na Universidade da Não tô Interessada?”, logo mudava de ideia.

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Essa é a edição antiga, eu gosto mais da minha, hihihi.

 

Esse tal de Jostein era um carinha esperto e conseguiu achar o equilíbrio. As informações mais “chatas”, como eu exemplifiquei aí em cima, não se estendem demais e ele logo parte pras explicações empolgantes, tipo o pensamento de cada um dos filósofos (e eu juro que elas são realmente empolgantes, porque o modo como são expostas é fácil de entender e recheado de metáforas bem construídas – eu amo metáforas, sou suspeita pra falar). A maior prova de que isso é verdade é o fato de que, no livro, tudo o que aparece sobre a Filosofia vem em um curso que está sendo feito por uma menina de 14 anos. Sim, a Sofia. Pra completar, uma série de acontecimentos estranhos envolvem o professor e um certo major desconhecido que começa a lhe enviar cartões postais do Líbano.

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Tem gente que não escreve de jeito nenhum nos livros, mas eu tenho mania de sublinhar os meus trechos preferidos. Faço isso sempre a lápis, claro.

 

O enredo se desenvolve em meio às lições e toma um rumo realmente surpreendente. Sabe quando você tá lendo um livro e tenta adivinhar aonde aquilo vai acabar? Meus palpites estavam todos errados, e olha que eu sou boa nisso (podem perguntar ao G e à I se eu não fico prevendo os finais dos filmes e se eles não ficam putos com isso). A verdade é que tudo nas páginas te faz pensar e, no fim, parece que você aprendeu mais com a parte fictícia do que com a didática.

A minha parte preferida é que, além de tudo, o autor aborda um tema com o qual eu me identifico muito: o fato de os personagens acabarem tendo vontade própria quando se escreve uma história. Quando a gente começa a escrever, parece que sabe tudinho o que vai acontecer com eles. De repente, as nossas criações estão caminhando com suas pernas, pensando com seus cérebros e nos desobedecendo na maior cara de pau.  É sério! Mas só quem escreve vai entender o que eu estou dizendo. Eu não acreditava antes de acontecer comigo. Por essas e outras, escrever é uma coisa tão mágica e que eu amo fazer. rs

Vou colocar a sinopse aqui, porque acho que viajei um pouco na descrição, como me é peculiar:

“Às vésperas de seu aniversário de 15 anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo. Os postais são enviados do Líbano, por um major desconhecido, para uma certa Hilde Moller Knag, garota a quem Sofia também não conhece.

O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste romance fascinante, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países onde foi lançado. De capítulo em capítulo, de ‘lição’ em ‘lição’, o leitor é convidado a percorrer toda a história da filosofia ocidental, ao mesmo tempo que se vê envolvido por um thriller que toma um rumo surpreendente.”

E, para os preguiçosos, existe um filme que foi baseado no livro (mas, sério, eu sou uma daquelas pessoas que SEMPRE preferem o livro, então, leiam, é bem melhor!):

 

É isso, galera! Beijinhos e espero que tenham se interessado pelo livro.

 

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Comments
One Response to “O Mundo de Sofia”
  1. Q LEGAL!!! EU TAMBÉM ESTOU LENDO ELE <3

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