Tatuagem: curiosidades e experiências

Quem nunca ouviu a famosa ladainha de que se quisesse uma tatuagem, que a fizesse em um lugar pouco exposto para que não prejudicasse as oportunidades no mercado de trabalho? Além da escolha de uma marca que ficará pra sempre no seu corpo e que tenha um significado importante pra você, você também tem que pensar na opinião dos outros quando pensa em fazer uma tatuagem. Não, eu não to falando de tatuar aquela borboleta que a sua amiga acha linda, o nome do seu namorado de 2 semanas – muito menos o nome do Neymar. Na testa. Kkkk – ou deixar de tatuar uma coisa porque alguém acha que não é uma boa ideia.

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Mesmo nos dias de hoje, não é difícil encontrar pessoas que ainda têm algum tipo de preconceito com essa forma de arte. Pessoas que consideram até mesmo marginalização. É claro que não dá nem pra comparar com alguns anos atrás mas infelizmente, muita gente ainda tem esse pensamento retrógrado de que tatuagem define caráter/personalidade.
É revoltante, em pleno século XXI, alguém achar que um desenho na pele descapacita uma pessoa para algum cargo ou a faz menos confiável ou compromissada. Todo esse preconceito vem de anos e anos atrás e você pode conferir no “momento cultura” aqui em baixo alguns exemplos que ajudaram a denegrir as tatuagens.

Sem títulolllllll

Momento cultura:
Os principais agentes da propagação dessa forma de arte pelo mundo foram, sem dúvidas, os marinheiros. A âncora, por exemplo, mostrava que um marinheiro havia navegado pelo Oceano Atlântico e voltado para casa em segurança, além de ser, também, um símbolo de passagem, entre o marinheiro novato e o experiente.
Ao longo de muitos anos, a tatuagem teve diversas aplicações: identificar bandidos e enfeitar poderosos; para juntar tribos e distinguir classes sociais; para homenagear pessoas queridas e esconder imperfeições. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas usavam a tatuagem para identificar os prisioneiros judeus nos campos de concentração. Além disso, na era Cristã, cruzes, as letras IHS, peixe e letras gregas eram usadas pelos pioneiros da religião para que se reconhecessem.
Houve também uma época não muito tempo atrás, onde as tatuagens eram associadas à bandidos presidiários. Nos presídios, devido a precariedade de recursos, as tatuagens era feitas de forma muito rústica. Cacos de vidro, alfinetes e lâminas de barbear, faziam o trabalho da agulha, cortando a pele e o pigmento que utilizamos hoje, ficava por conta de pó de carvão, recargas de lápis ou nanquim, misturados com água, sabão e até urina. (Tá que cadeia não é e nem devia ser um lugar muito limpo, mas usar urina pra se tatuar já é demais).

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tatuagem das minhas costas

Minha opinião pessoal de mim mesma que eu acho:
Eu era doida pra fazer uma tatuagem mas, mesmo que meus pais não se importassem, o estúdio que eu queria fazer, só permitia a realização em maiores de idade então, eu tive que esperar longos verões quentíssimos e invernos nem tão quentes assim até fazer 18 anos. Ok, foram uns 2 meses só. Mas sempre parece uma eternidade quando você quer muito que uma data chegue logo. Na semana seguinte ao meu aniversário, eu já estava no estúdio fazendo não uma, mas duas de uma vez! Eu queria uma nas costas, logo abaixo do pescoço e uma na costela para homenagear meu pai. É claro que, com a combinação perfeita: pânico de agulhas + todos dizem que costela é um dos lugares que mais dói, eu estava morrendo de medo. Pensei em fazer primeiro a das costas e depois, dependendo da minha reação, eu faria a segunda ou não, mas eis que o tatuador me diz que a das costas era pior por causa dos espasmos. #medo #muitomedo #cagona #hashtag #coisamongol

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tatuagem que eu fiz para o meu pai


Eu e L fomos juntas (sim, ela também tem uma. Nas costas.) e eu quis fazer primeiro. Quando o tatuador foi mostrar que a agulha era descartável, adivinha quem conferiu isso? Óbvio que não fui eu, foi a L. Se eu visse a agulha na minha frente, eu ia correr mais rápido que quando bate o sinal da última aula e parece que estourou uma manada. A primeira foi bem rápida e eu fiquei revoltada com o terror que as pessoas descrevem. Apesar de um incômodozinho de vez em quando, foi muito tranquila e ele passou logo pra segunda, a tal dos espasmos. Essa realmente doeu um pouco mais e eu tive que fazer um drama break pra tomar uma água mas, mesmo assim, foi super relax. Uma coisa que eu descobri: o que eu achava que doía mais, que era pintar, na verdade, dói bem menos que o contorno mesmo. Como amei as minhas duas, já tenho mais duas marcadas pra semana que vem! UHUL!

Vou dar algumas dicas que eu acho muito importantes quando se trata de tatuagem, umas mais do que manjadas (mas que nunca é demais falar) e outras são minhas próprias experiências e de conhecidos meus.

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Começando pela parte bem clichê, é muito importante que você vá em um profissional de confiança, que você saiba que, além de um bom traço e mão leve, ele não vai usar equipamentos reaproveitados. O compartilhamento de agulhas/tinta com um familiar ou um melhor amigo, as vezes pode parecer sem problema já que você “sabe” que a pessoa não tem nenhum tipo de doença e uma ótima solução para baratear. Mas não se engane, as vezes nem a própria pessoa sabe então é melhor não arriscar. E, se alguém contou como se fosse a melhor coisa do mundo que economizou 100, 200, 1.000 reais porque o profissional concordou em fazer isso, corra!
Mas clichê ainda é a questão do arrependimento. É muito comum fazer uma tatuagem no impulso e acabar se arrependendo uns anos depois. Tem que pensar bastante antes e, quando achar que tem certeza, pensa mais ainda, rs.

Outra coisa muito importante: Não acredite em nada que você ouve por aí. Eu ouvi tanta coisa que podia até ter desistido. Não dói nem metade do que as pessoas falam. Converse com um profissional abertamente e não tenha medo nem vergonha de mudar o desenho mil vezes até você achar que está perfeito.

Vou parar de dar uma de mãe e falar a última dica.  Nunca tatuem nome de namorado! kkkkk Seríssimo. Jamais.

É isso, gente. Me contem nos comentários se vocês têm tatuagem ou se querem fazer alguma.

Beijinhos.

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