O universo paralelo das coisas esquecidas

Oie!

Antes de tudo: sabe a resposta de estágio que eu tava esperando? Veio. Uma pessoa da empresa me ligou na quarta e deu a notícia… de que eu tinha conseguido! AHAM!!!! Depois de quatro entrevistas, a saga chegou ao fim. Estou devidamente empregada no meu primeiro estágio! O que significa que, hoje, quando esse post for publicado, estarei trabalhando (mandem vibrações positivas, da última vez funcionou). Ah, as minhas aulas também voltam hoje. Tudo de uma vez, porque a vida loka, ela não tem limites. Cabô moleza, cabô férias, cabô vida de estudante desocupada! Cabô tempo pra tudo, menos pro Vezes 3, claro. Pra isso, a gente sempre arranja. :B

Agora, leram o título do post? Esse podia muito bem ser o nome da nova animação meio sombria e legalzinha do Tim Burton. Podia muito bem ser o best-seller de romance juvenil do momento. Podia até ser o título de um poema bonitinho escrito por algum desconhecido. Mas não é nada disso. Estou falando de um fenômeno quântico que rege a localização de certas coisas no espaço. Um fenômeno que vem ocorrendo ao longo dos anos e tem deixado as populações de todo o mundo curiosas – pra não dizer assustadas. O assunto é tão sério que a equipe do blog convidou profissionais da área pra tentar acabar com esse mistério.

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O que pensar quando, inexplicavelmente, coisas somem? A ideia inicial é a de que esquecemos em algum outro lugar. Guardamos e não lembramos onde. Mas o evento começa a se repetir, sempre com os mesmos tipos de objeto, e isso é motivo de preocupação. Quem explica é Marialva Inteligentovski Lira, pesquisadora na área de Ciências Físicas do Instituto Universal da Fenomenologia Supragalaxial. “Certos materiais são mais propícios a sofrer desmaterialização cósmica, como o plástico das canetas Bic e a borracha dos prendedores de cabelo. Eles permanecem por um tempo determinado aqui no nosso planeta e, quando chega o momento, o processo entra em ação, levando-os para um universo paralelo. Lá, eles flutuam junto de outros objetos dessa classe. ”

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Segundo a intelectual, além dos já citados, pertences como pés de meia, tarraxas de brinco e marcadores de livro também estão na lista dos desaparecimentos sem visível explicação lógica. Testemunhas contam como o fenômeno pode acontecer em uma questão de minutos. “Soltei os cabelos e deixei o elástico em cima da pia. Quando saí do banho, ele já não estava mais lá. Garanto que ninguém pegou, pois a porta do banheiro estava trancada”, diz Solineusa dos Santos e Pajens, notoriamente espantada com a situação. A Teoria do Universo Paralelo das Coisas Perdidas, nome dado ao estudo, desvenda apenas parcialmente a questão envolvida.

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Agora, cientistas trabalham para encontrar a relação entre cada diferente objeto e o tempo que permanece nessa outra dimensão. Porque, em alguns casos, foi observado o seu reaparecimento. O mais curioso é que a maioria dos fatos indica certa independência entre os locais de desaparecimento e reaparecimento. Muitas coisas desaparecem na cozinha, por exemplo, e voltam a ser vistas apenas no carro da pessoa. Há ainda relatos sobre objetos que apenas aparecem, sem antes terem sido perdidos. É o caso dos guarda-chuvas.

A hipótese que tem sido melhor aceita pelos especialistas diz que o universo paralelo é, na verdade, um caminho invisível que liga os lugares mais frequentados por um indivíduo. Os otimistas afirmam que, no futuro, poderemos usar esse fenômeno a nosso favor. Os mais ousados chegam a pensar em técnicas de teletransporte baseadas no mesmo mecanismo. A nós, leigos, só resta esperar um pouco mais tranquilos, agora que entendemos melhor como tudo acontece.

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Eu, L, como excelente pseudo-repórter que sou, resolvi apurar os fatos, afim de me certificar de que os leitores do Vezes 3 estejam sempre bem informados. Com o auxílio de um recipiente, realizei um experimento simples, porém eficaz para modo de observação: coloquei dentro dele um pacote inteiro de chuquinhas de cabelo coloridas, prometendo que as guardaria ali sempre que não estivessem sendo usadas. Segui a promessa à risca e, no final do mês, o número tinha se reduzido à metade. Os resultados não mentem. Felizmente, com os avanços da ciência, não precisamos mais achar que estamos sendo roubados ou que nossos pertences ganham vida durante a noite.

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A Gazeta Vezes 3 fica por aqui, para todos uma boa tarde e até o próximo plantão.

****Atenção: essa é uma reportagem fictícia, pra quem for lerdo e não tiver entendido o meu humor refinado. Quem nunca perdeu uma caneta Bic, um pé de meia, uma chuquinha de cabelo, uma tarraxa de brinco, um marcador de livro ou coisas do tipo DO NADA, SEM EXPLICAÇÃO, SIMPLESMENTE SUMIU, que atire a primeira pedra.****

E aí, galera? O que mais vocês costumam perder pro maldito universo paralelo das coisas perdidas?

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Comments
One Response to “O universo paralelo das coisas esquecidas”
  1. Lalaland says:

    Hahahahaha! Gente, eu ri muuuito com seu post. Muito criativa!
    Também costumo perder todo e qualquer tipo de material escolar, cosméticos, cartas de baralho e, quando era criança, todos os acessórios das minhas Barbies. Inexplicavelmente. Ainda bem, e UFA, que agora tudo foi desvendado por especialistas. Rs
    bjs! Sucesso!

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