Tell me something I don’t know.

Olá, gente.

Alguém já adivinhou o enredo do post de hoje? É impressionante como é algo tão praticado hoje em dia! Sempre foi, aliás. Mas, talvez, E SÓ TALVEZ, imaginassem, naquela época, que com o advento de revoluções tecnológicas, fenômenos surgindo como a alienação e a mídia – no tocante à notícias televisionadas – e o trabalhador cada vez mais se dedicando à perfeição, as pessoas tivessem menos tempo (ou interesse) para falar da vida alheia! Bullshit! A verdade é que todos os avanços em todos os veículos só serviram, como todos estamos carecas de saber, para fomentar a troca de informações! E a fofoca só passou a ser transmitida por mais velozes e eficientes meios de comunicação. E ADORAMOS, né? HAHAHAHA Ou, pelo menos eu adoro!

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Se a fofoca tivesse que ser definida dentro de um encaixotamente sociológico, creio que o conceito seria MAIS OU MENOS esse: grande fluxo de informações datadas sobre fatos, acontecimentos – geralmente cronológicos – e suposições (baseadas em fatos e acontecimentos) discorridas sobre um certo período de tempo (ainda que em segundos) e inseridas em determinado contexto sobre a vida de um indivíduo qualquer (seja um amigo, um desconhecido que acabou de passar por você na rua ou até você mesmo – afinal, falar dos babados do fim de semana não deixa de ser uma fofoca – Hahaha). E foi nesse conceito cunhado por mim que me peguei perguntando: mas se a fofoca se constitui de informações datadas, das quais não faremos nenhum usufruto posterior, por que damos a ela o valor de deusa? Por que a cultivamos e a praticamos, quase que religiosamente, (ainda que de forma inconsciente) no nosso dia a dia? Por que fazemos de nossas bocas e mentes um templo para adorar essa quase-que-entidade social? E MAIS AINDA: por que permitimos (e aderimos) que ela tome forma tão nítida e física em nosso mundo, seja na forma de bilhetinhos trocados pela sala de aula, mensagens de texto, whatsapp, e na forma mais ”divina” de todas: o Facebook? Afinal, as redes sociais não exprimem menos que a máxima do conceito de fofoca estabelecido aqui. ” Grande fluxo de informações datadas”! Leia-se também: notificações e atualizações no FB! O que torna tudo mais fácil (ou menos divertido para os fofoqueiros de carteirinha), porque se por um lado cabe a você apenas comentar com as amigas tudo aquilo que já te foi apresentado por posts e fotos, por um outro, o Facebook elimina, EM PARTE, uma das partes mais divertidas de fofocar: a pesquisa sobre a vida da pessoa (Mas sabemos que, na prática, sempre tem mais o que pesquisar do que somente a roupa que a pessoa está vestindo.)

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Mas não nos desvirtuemos da tese central: por que idolatramos a fofoca no teor que a idolatramos? Por que falar da vida alheia é tão gostoso? Ora, somos humanos, e desde que o mundo é mundo se preocupar com o o que o outro faz, com o que o outro come, assiste, veste e ouve é parte da sociedade! Em parte porque acreditamos que, sim, o que o outro pratica ou deixa de praticar pode interferir de alguma forma em nossas vidas (ainda mais se o outro é um vizinho, colega ou professor), e a isso estamos atentos. Mas na maior das vezes, simplesmente fofocamos por esporte. Os seres humanos são criaturas sórdidas, de material imutável por gerações e de vida longamente tediosa. Roubei essa sentença de algum escritor/filósofo famoso. Só não consigo me lembrar qual – Hahahaha! Shakespeare. Ou Hobbes? ENFIM, o que eu quis dizer foi: passamos de 80 a 90 anos da nossa vida fazendo, relativamente, as mesmas coisas. Se não tivermos uma válvula de escape, tudo vai ser um grande cinza, uma chatice. Fofocar é barato, fofocar é gostoso, fofocar é… malévolo…

E, creio eu, que é aí que mora o perigo da fofoca. Momento para dividir os fofoqueiros em dois grandes grupos: os que fofocam por diversão e os que fofocam por profissão. A diferença é simples: fofocar por diversão é saudável. Num Sábado à noite, na casa de uma amiga, ou na sala de aula, esperando o professor chegar, é inevitável que o assunto ”quem pegou quem na choppada passada?” surja! E ele deve surgir. Falar mal de uma roupa ou um acessório também não chega a ser a incorporação do anti-cristo. Vejo, então, que a problemática está no excesso de tudo. Como diria minha mãe: ”para tudo se precisa de equilíbrio.” E aí entra em cena os que fofocam por profissão. São pessoas cuja vida é tão vazia (e essa é a única explicação existente) que eles não só comentam sobre tudo de todos que eles sabem, (coisas, às vezes, até insípidas) como, também, procuram sempre uma brecha para incitar ou mesmo CRIAR uma nova fofoca, suposição ou boato sobre alguém. Eles falam de tudo o tempo todo. O sapato da menina no ônibus, o cabelo do motorista, a correntinha do óculos da professora, a garota que o irmão pegou no Ensino Fundamental, os primeiros fios grisalhos da sua tia, a espinha que seu amigo está no rosto!! E tudo com um ar de insinuação, de procurar polêmica, de rebaixar os outros! AAAH! GET A LIFE! É o que eles deveriam ouvir. E esses não só usam o Facebook como diversão, mas como arma. O pior é que, no fim das contas, isso pode acabar, de fato, virando profissão. Hahaahahaha!

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A grande conclusão dessa Sexta-feira é: se divirtam, falem mal dos outros porque ninguém é de ferro, mas não resuma uma pessoa somente ao que dizem ou ao que você vê dela. É uma visão muito simplista para um ser tão complexo como o ser humano. Não é você muito mais do que o cardigan e o salto-alto que você usa? Por que os outros, então, não seriam também? Mas, é claro, que você pode falar do gosto para sapatos dessa pessoa. AFINAL, a pessoa pode ser brega e legal. :B HAHAHAHHA Aproveitem o fim de semana para cultivar nossa deusa da sociedade pós-moderna e tentem não se expor muito a ela. Alfinetadas são impossíveis de serem evitadas, no entanto.

”Uma fofoca nunca morre inteiramente se muitos a verbalizam: ela também é uma espécia de divindade.”

– Hesíodo, c. 800 a.C.

Beijos e até Domingo!

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Comments
One Response to “Tell me something I don’t know.”
  1. Essa questão de fofoca, tem que ser observada com muito cuidado as vezes um comentário maldoso pode destruir uma vida inteira, que não somos de ferro sabemos, sempre estamos comentando algo sobre alguém, ou sobre algum fato que aconteceu, mas temos que ter o bom censo e perceber existe outras coisas para serem vista e analisadas do que a vida alheia. achei o post super interessante parabéns meninas, obrigado pela visita lá no blog, já estou seguindo vcs. Um mega beijo e bom fds!

    http://www.pamelarodrigues.tk/

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